Tu que mudaste tantas vezes a hora do sol se pôr,
Cheia de olhos, gestos, ondas, ventania,
Invadiste e tragaste nossa mansa calmaria...
Arrancou-nos da Terra da Monotonia,
Afogando doce morfina em cada suspiro,
Na miríade onírica da vida...
Em seu redemoinho guiou-nos pela mão,
Mas na última curva da volta,
Em derradeira agonia...
Findou-se a fantasia.
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