
É comum ouvir de astrônomos a declaração de sentimentos de paz, conforto e beleza que lhe surgem da contemplação e estudo das leis do universo e movimento de astros e galáxias. Nós mesmos podemos sentir este afeto de beatitude quando sob um céu estrelado de praia tentamos conceber a vastidão do cosmos e a incomensurabilidade numérica dos mundos possíveis.
O comentador de Filosofia age de modo semelhante.
Na tentativa de entendimento e contemplação de seu filósofo favorito se sente como o astrônomo que se deixa fascinar pela coerência e imensidão das leis do universo, esse estranho extâse de se saber pequeno diante de oceanos muito maiores.
E como lhe faz bem, a isto dedica a vida.
Por que haveríamos de condená-los?
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